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Para Lembrar o Esquecido Francisco Alves

Para lembrar o esquecido Francisco Alves 
 
Francisco Alves 50 anos depois”. Este o título da caixa com quatro CDs, 92 faixas, que o selo Revivendo está lançando para que não passe em branco o aniversário de morte do cantor, ocorrida em desastre de automóvel na Rio-São Paulo em 27 de setembro de 1952. Para que não passe em branco é exatamente o caso. De todos os grandes cantores populares brasileiros da primeira metade do século passado, Francisco Alves foi o mais importante, mas, considerando-se essa importância, é dos menos lembrados.  
 
Claro, não deve ser levado a sério o exagero de velhos fãs que dizem ter sido ele o Carlos Gardel brasileiro. Mas, comparada à perenidade de Gardel (que morreu em 1935, mas, como dizem os argentinos, “canta canta vez mejor ”), a posteridade de Francisco Alves é modesta. É pouco provável que alguém, com menos de 50 anos, entre numa loja para comprar disco seu.  
 
Ao morrer, cantor estava ultrapassado  
 
O estilo de Francisco Alves, operístico, empostado, para fora e para cima, já estava ultrapassado há meio século. Seu enterro no Rio foi apoteótico mais pelo ídolo que ainda era, dos mais populares da poderosa Rádio Nacional, do que pela voz outrora soberana. Se essa voz já não emocionava em 1952, imagine depois da bem-sucedida proposta intimista da bossa nova. Além disso, o repertório do cantor, na época de sua morte, só comovia os saudosistas: uma ou outra coisa nova e as indefectíveis aventuras carnavalescas dividiam espaços com velhas valsas, serestas desarquivadas, sambas estilizados e versões, muitas versões.  
 
A seleção da caixa de Francisco Alves é boa, por conta do próprio criador do selo, Leon Barg, e dos pesquisadores Jandir Zanardi e Abel Cardoso Jr., este um chicófilo (como é chamado quem acha que Chico Viola também “canta cada vez melhor”). Os CDs foram divididos tematicamente: o seresteiro, o sambista, o carnavalesco e o intérprete de versões. Tudo bem, é uma divisão como outra qualquer. Francisco Alves, principalmente o da década de 30, foi um seresteiro de primeira. Como ainda não existiam os arranha-céus, a voz possante era valiosa para cantar sob a janela da mulher amada. Mário Reis, por exemplo, não podia fazer serestas com a voz miúda que Deus lhe deu. Era cantor de microfone, no que, aliás, teve grande influência sobre Francisco Alves (este teria aprendido com Mário a gritar menos na hora de gravar um disco). Já o sambista, este é um Francisco Alves polêmico. Os chicófilos ficam zangados quando alguém lembra que seu ídolo foi um contumaz comprador de sambas, assinando como suas as obras-primas que sambistas humildes, desconhecidos, mas geniais, iam criando. Por último, tanto o carnaval quanto as versões realmente foram presenças obrigatórias no repertório de Francisco Alves nos anos que vão de 1927 ao de sua morte.  
 
Uma divisão como outra qualquer, mas não exatamente a ideal para responder às novas gerações — se é que elas estão interessadas — qual foi, afinal, a importância de Francisco Alves. Usando mais da metade das 92 faixas selecionadas e buscando o restante entre o que Barg, Zanardi e Cardoso Jr. têm guardado em seus acervos, bem que poderia ter sido feita uma divisão mais informativa sobre o que Francisco Alves representou na música brasileira: foi excelente compositor, além de comprositor (como eram chamados os compradores de música); foi o mais influente cantor de seu tempo, o mais admirado, o mais imitado; foi um notável descobridor de talentos; e foi um grande, talvez o maior, lançador de sucessos. Portanto, quatro aspectos, um para cada CD.  
 
Assim, o primeiro volume seria só de Francisco Alves cantando coisas que realmente fez, sobretudo as valsas-serenatas. Porque, se comprou a maioria dos primeiros sambas que gravou, já não o fez mais adiante, quando esse tipo de comércio passou a ser visto como prática feia. E as valsas-serenatas — de “Lua nova” e “A voz do violão” às que fez sobre poesia de Orestes Barbosa — estão entre as mais inspiradas da música brasileira. Enfim, uma oportunidade para mostrar que Francisco Alves realmente compunha.  
 
Seleção deixou de fora muitas preciosidades  
 
No segundo volume poderia estar um estudo da evolução de Francisco Alves como cantor, desde as velhas gravações da fase mecânica até a última, de voz empostadíssima, dias antes de morrer. Teríamos o Francisco Alves inaugurando a fase elétrica com “Passarinho do Má”, depois fazendo dupla com Mário Reis, mais adiante enveredando com maestria pelos caminhos do tango e do fox-trot, até chegar ao Rei da Voz dos anos 40. No terceiro volume, o descobridor de talentos. Francisco Alves realmente tinha um faro musical infalível, graças ao qual muito compositor desconhecido (Ismael Silva, Bide e Marçal, Nílton Bastos, Gradim, Brancura, Sete, Cartola) foi descoberto, gravado e entrou para a História. Por fim, um volume só de clássicos que chegaram ao público pela voz do rei, incluindo “Aquarela do Brasil” e outros sambas de Ary Barroso, mais obras de Noel Rosa, Lamartine Babo, Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins. Naturalmente, muitos desses clássicos estão na caixa da Revivendo, mas ficariam melhor agrupados segundo outra temática.  
 
Como importa mais o que a caixa é do que o deveria ter sido, diga-se que o lançamento de “Francisco Alves 50 anos depois” vale seu preço. Por mais lamentável que sejam as ausências de preciosidades como “Se você jurar” e “Divina dama”, é uma forma de lembrar uma das mais importantes figuras da música popular brasileira, na memória apenas dos mais velhos. Portanto, sem a força mítica e a perenidade de um Gardel.  
 
 


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