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Crônica de Sorocaba - Sem Chapéu / Um Poema - Imenso

Crônica de Sorocaba - Sem chapéu 
 
TODO o mundo se lembra da abertura, em "Dom Casmurro", quando Bentinho declara conhecer seu poeta do bonde "de vista e de chapéu". Naqueles antanhos, um homem não se despia de seu chapéu "asi no más". Li das campanhas a que uns tiveram que se atirar pela conquista do direito de andar sem chapéu. O chapéu era considerado obrigatório.  
 
Em compensação, cumprimentavam-se, as pessoas, com uma cortesia indisfarçável. O mínimo a fazer era tocar os dedos na aba do próprio chapéu.  
 
O gesto alude ao descobrir-se. O ser humano é, realmente, um animal feroz. Até suas demonstrações de afeto público remetem à guerra. Abrir as mãos, mostrá-las vazias, é revelar-se desarmado. E, assim, descobrir-se do chapéu foi como era antes retirar o elmo da armadura - manifestação de afetividade reservada aos que nos inspiram confiança. Ainda hoje, batemos uma espécie de continência aos conhecidos, ou até passantes, conforme a hora e o lugar...  
 
Mas, hoje em dia, não se usam chapéus, não, ao menos, como outrora, no tempo antes de mim, quando, ouvi dizer, já havia vida.  
 
Às vezes, entre as cabeças da multidão, bóia uma boina. Pululam bonés ao estilo da sede do Império, usados com a aba voltada para a nuca. Em alguns lugares, retira-se o acessório, antes por constrangimento que por aquela referida cortesia própria ao século passado. Do antigo cumprimento restou, neste fim de século, moribunda, a expressão "fazer cumprimento com chapéu alheio" - seja: agradar a alguém com recursos de outra pessoa.  
 
Fazemos, faço isso a toda hora. Reproduzimos opiniões, cantamos versos, autores citam autores, cineastas recriam o já criado em homenagens a seus criadores, políticos repetem seus comandantes, exibam ou não, estes sempiternos coronéis de nossa História, os galardões da caserna - principalmente, é verdade, quando os ostentem.  
 
Nada raro, aqui, eu copiar, com as devidas aspas, versos inteiros, poemas completos e até trechos em prosa e até da prosa de um Vieira. Mas, o fato, de fato, é que fato de eu os pôr em aspas não cancela a verdade de que são cópias: cumprimentos com chapéu alheio, que faço, bracejoso como um náufrago, na tentativa, inútil, de encobrir, de mim ou de algum leitor errado, certa leitora alguma, minha notória incapacidade pessoal de expressar-me por meus próprios recursos.  
 
Tive sempre essa dificuldade, que não me envergonho (porque perdi a vergonha) de confessar ser ainda mais grave pessoalmente do que o é escrita - imagine a minha vítima que me lê pelo que não passam as que obrigo me escutarem.  
 
Bem, vamos aos finalmentes. O que se passou é que, esses dias, recebi uma descabida homenagem, que foi ser mencionado por ninguém menos que o decano das Letras sorocabanas, professor Vicente Caputti Sobrinho, em artigo seu dele na imprensa local. O bravo pelejador e "amante da vida", como se confessa e tem provado ser, e que deu aulas a meu velho pai, na juventude de ambos, citou-me pelo nome. Agora sei, bem sabido, qual o significado da expressão "menção honrosa". Tenho uma: essa, a dele. E como compensar-lhe o gesto, injustificável, decerto, mas tamanhamente engrandecedor?  
 
Não há como. Não o tenho, ao menos, eu. Pedi ajuda aos amigos. A delicada e dedicada Sônia Cano encaminhou-me informações biográficas do grande mestre escritor sorocabano, cronista, contista, poeta. E, junto, o trecho final de "O homem e o pernilongo", por ele declamado em uma reunião nossa da Academia realizada em sua casa dela. Não sei bem que sentido podem tais versos, por seu conteúdo, fazer aqui. São, porém, os meus cumprimentos de hoje com o chapéu alheio, dele. Pelo menos, são versos do próprio, e aqui vão à guisa de um não menos descabido agradecimento que o foi a menção imerecida. Seja, pois, ele, o homem dos versos; eu, o pernilongo do momento:  
 
 
"(...) Ó grande momento! 
Findou-se o tormento, 
Matei-te, afinal! 
Matei o canalha, esmaguei o titã! 
E graças a Deus, já posso dormir. 
Dormir? 
Como dormir? 
O relógio da varanda 
Está batendo 
Sete horas da manhã! 
 
Contei à minha filha 
A noite mal dormida. 
Riu de mim e disse com ternura: 
- Vá, pai! Isso não passa de literatura. 
E deu-me a bomba de inseticida!" 
 
-------------------------------------------------------------------------------- 
Um poema  
 
Imenso  
 
Ungiste nosso leito com teu pranto silencioso, 
uma espécie nova de um beijo teu. 
Um carinho novo que me deste: 
o teu silêncio agarrado em mim. 
 
Teus olhos, meninos felizes, 
brincando de nadar nos meus. 
Teu sim delicado tremeluz surpresas. 
 
Teu olhar: 
luar no mar 
do meu. 
 
 
Paulo Tortello é Poeta. 
Fone/Fax: (15) 231-8218. 
E-mail: tortello@zaz.com.br  
 


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