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Crônica de Sorocaba - o Amor É Lindo

Crônica de Sorocaba - O Amor é Lindo 
 
 
"Se você quer ser minha namorada... 
Ah, que linda namorada você poderia ser!" 
(Vinícius de Moraes)  
 
APROCHEGA-SE o sempre e sempre esperado e decantado Dia dos Namorados. Mas, é bom tratar de aproveitá-lo enquanto dura. Em breve, imagino, estaremos comemorando é o "Valentine`s Day", assim como já por aqui celebramos o "Halloween" e, não, em nada me espantarei se nos pegarmos a festejar, a "July, 4", o "Independence Day". Pelo menos, é uma independência de verdade... Mas porém, e graças a Deus, já o mesmo nós não nunca que poderíamos dizer do nosso Dia dos Namorados, isso é que é o que é! Com toda aquela sua assepsia hipócrita, nenhum anglo-saxão, venha de onde vier, pode fazer frente ao nosso calor latino, ainda mais com o tempero deste nosso clima tropicaliente. Dos nórdicos não falo, que estamos em época de congraçamento.  
 
Li, não me recordo onde, há um pouco tempo, algo como que, com nossos olhos, cremos em nós próprios, enquanto, com nossos ouvidos, cremos é nos outros. A filosofia é antiga, São Tomé quis ver para crer, até agora a gente paga pra ver, "ver com os olhos que a terra há de comer", como se diz, nem sente o coração o que os olhos não vêem - e nosso coração está onde os colocamos, os olhos, é bíblico. Ver, pra o bicho homem, é muito mais que ouvir. E olha que ouvir não é pouco. Ouvimos o próximo, o distante, distinguimos-lhe a direção, além das características sonoras. Ainda mesmo assim, nada nos é igual ao que nos entra pelos olhos. E, talvez por isso, ao longo da vida, entre ouvir e ver, o que mais nos custa é aprender a escutar. Cremos mais facilmente em nós próprios do que nos outros, o que tem lá sua lógica. Ou seja: melhor tendemos a aceitar como verdadeiro o que vemos com nossos próprios olhos do que aquilo que ouvimos de bocas alheias. Parece sensato. O que nos não impede dar-lhes, a tais bocas, benignas ou maledicentes, mais se malédicas, em verdade, a credulidade de nossos ouvidos, mesmo moucos, mormente se moucarrões, nem, bem assim, nada nos impede duvidar do que vemos - mesmo do muito bem visto; por vez, mormente do largamente observado. Pois, duvidamos.  
 
Recordo-me, adolescente, o quanto me era difícil, ainda mais do que o é hoje, se isso é possível, e o é, ouvir alguém. Ouvir, simplesmente. A primeira compulsão que me acometia, quase irrefreável, ou, para dizer tudo, verdadeiramente incoercível, era a de falar, falar e falar. Em segundo lugar, vinha a necessidade de dizer alguma coisa... Se, por acaso, ou falta de ar, me calava, contudo, nem por isso se deve deduzir estivesse, eu, escutando o que me dizia quem me falava a mim, atento, antes, eu, eu!, a meu próprio diálogo íntimo, preparando-me, e a meu discurso, para a minha própria próxima intervenção nessa estranhíssima conversa de dois daqueles dos piores surdos - alguém e eu, eu, eu! Diálogo inusitado e que, dessa maneira, estendia-se, interminável, horas a fio. Creio que nem se comportavam diferentemente meus colocutores, e concluo, de fato, que talvez seja por isso que passam, os adolescentes, desde sempre e até hoje e para sempre e sempre, dias e dias a se conversarem sem se darem conta disso. Aliás, sem que se dêem conta nem sequer um do outro. Nem o fazem - ou deixam de fazê-lo - por maus: tudo isso é, apenas, coisas da idade.  
 
O que é mais curioso é que, apesar de nossa tamanha, vejamos... introspecção, digamos isto assim, o que não nos parece a nós coisas da idade, porque atravessamos, com elas, as parcas décadas que nos é dado viver, são as sensações, e mas porém não as que nós provocamos nos outros, mas, e sim, as que os outros nos provocam em nós. Venham-nos elas por nossos ouvidos atentos ou desatentos, por nossas bocas sequiosas ou umedecidas, ou por nossos narizes tapados ou enxeridos, penetrem-nos a pele de todo o corpo todo todo, invadam-nos pelo viés dos olhos, ou arregalados, sinestésicas, cenestésicas - vêm, todas, de fora. Não e não mesmo: por mais narcísicos, narcísicas sejamos, são os outros que nos doem, ou que não nos doem, não somos nós mesmos que nos doemos a nós ou não nos condoemos, ao contrário do que gostamos de filosofar. Ah, as sensações que nos causam, a nós, os outros! Dessas umas, há as más e há as boas: aquelas nos marcam para sempre; mas, são estas que nos ficam na memória. De nós próprios, pouco nos lembramos. Recordamos o que nos fizeram sentir os outros.  
 
É preferência bem preferida, por preferível, lembrar o bom e esquecer o ruim, segundo a lei Rubens Ricúpero: o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde. "Recordar é viver": pra que reviver o mau? Vamos relembrar o prazeroso, nada mais. O primeiro toque de mãos. O primeiro beijo. O primeiro amor. O amor mais recente e que ainda recende e está vivo. O beijo de ainda ontem, de hoje, de agora, de logo mais. O novo toque novo de novas ou velhas mãos de todas as idades, todos os dias, todas as manhãs, se possível, em todos os nossos menores maiores momentos.  
 
De todos os medos que nos matam, e todo medo nos mata, o mais mortal medo é o medo de nos amarmos. "Quem ama não mata", diz-se - e é verdade. Pois, verdade igual, quem não ama já se mata a si. A vida só vale a pena de viver se for vivida bem viva, e a vida vivida viva é como as velas, que se consomem enquanto esparzem luz. E daí que assim elas se consumam, se há luz em seu derredor? As velas que não se acendem quebram-se no esquecimento do fundo das gavetas, inúteis, amarelecidas, espectros atrozes da luz a que se destinavam e que jamais puderam nem nunca mais poderão ser. Aquela que nos iluminou, entretanto, essa se esvai, parece, e mas contudo fica-nos, para sempre. em nossa memória - que é onde tudo existe ou não existe.  
 
Qual delas velas atingiu a imortalidade, superou a linha da própria existência, durou para além de si? A que se consumiu na chama ou a que se mumificou na escuridão?  
 
Assim nós, na vida. Assim nós, no amor. Por isso é que digo e repito hoje, antevéspera de depois de amanhã, Dia dos Namorados, um nosso humílimo "Valentine`s Day": namorar é sempre, mesmo que não seja para sempre.  
 
Não, não, não se deve ter medo de amar, não se deve ter medo do amor. Nem de namorar, nem do namoro, claro.  
 
Há hoje, em voga, uma campanha contra o amor e o amar, contra o namoro e o namorar. Ensina-se as pessoas a não se tocarem, seja por motivos "politicamente corretos" (importados dos assépticos frígidos do Norte), seja por motivos pretensamente "médicos" (importados dos assépticos frígidos do Norte).  
 
Cáspite! Quem haveria imaginar que chegaria o dia em que, perante um alguém - uma pessoa, dessas de verdade! - se esvaindo em sangue, na rua, um acidente grave, ou um simples tombo, nossa reação fosse a de nos afastar, espavoridos com a possibilidade de um contágio mortal por aquele sangue infectado que jorrasse? Que isso - essa cena de filme de horror - nos fosse acontecer nada menos, nada mais, que ali por volta do ano 2000? Quem haveria de?  
 
Quem haveria de imaginar o sexo sem sexo, virtual e plastificado, deste final de século sem nexo? Quem haveria de imaginar este final de século em que não há pessoas reais e de carne e osso que se toquem, livres de sustos, morais ou físicos - ou cívicos? Quem haveria de imaginar este final? Quem haveria de?  
 
Há coisa aí de uns trinta anos, ninguém imaginaria. Ninguém nunca imaginou. Ninguém, nem mesmo agora, enquanto tudo acontece, tudo desaba, nada acontece, não imagina! Duvidamos do que vemos. Assustam-nos os que - que coisa! - nos dizem coisas da vida.  
 
Melhor é ir comemorar o Dia dos Namorados, antes que acabe.  
 
"Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure." 
(Vinícius de Moraes)  
 
 
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Uma poesia  
 
 
meu beijo pousou em sua face  
 
como um pássaro  
 
e você levou a memória de meu beijo no seu rosto na impressão estranha de que ele ainda não havia terminado  
 
seus olhos impassíveis não a traíram - você foi perfeita  
 
mas eu a conheço antes de você mesma e eu me lembro de você se fazendo num tempo em que eu também me fazia  
 
e é essa nossa absoluta intimidade o que nós dividimos  
 
por isso meu beijo pousou em seu rosto leve e firme  
 
como um vôo  
 
e você o levou impresso em sua alma para sempre  
 
eu é como se eu o desse ainda agora e  
 
sinto a resistência de sua pele nos meus lábios e a doçura com que você sempre os recebeu  
 
seus olhos impávidos  
 
como naquela noite antiga balouçante em que nos indagávamos dos porquês dos nãos dos por que não  
 
enquanto nos beijávamos e nos beijávamos e nos beijávamos entremeando os beijos com perguntas e nos rebeijando de respostas beijando-nos beijando-nos beijando-nos enquanto simplesmente conversávamos  
 
impávidos olhos impassíveis que eu sei como eles são quando me beijam quando me beijam quando me beijam quando me beijam quando me beijam quando me beijam quando me beijam  
 
 
Paulo Tortello é Poeta. 
E-mail: tortello@zaz.com.br  
 


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