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Relembrando Luiz Gonzaga

Aprendi com meu pai a gostar de Luiz Gonzaga quando, ainda criança, ficava junto dele ao pé do rádio ouvindo os xotes, os baiões e as toadas que falavam de seca, retirantes e das primeiras chuvas no sertão. Não sabia quem era nem de onde vinha o dono daquelas cantigas tão bonitas e que tanto alegravam ao meu pai. Sabia apenas que também gostava dele. 
Fui crescendo e descobri que se tratava do sanfoneiro Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, nascido na vizinha cidade de Exu, no outro lado da serra do Araripe. 
Em 1973, enquanto brincava no recreio do meu colégio, vizinho à Rádio Educadora do Crato, vi uma grande movimentação em torno da Rádio. Logo fiquei sabendo ser Luiz Gonzaga que acabara de chegar para a gravação de um comercial. Corri para vê-lo de perto, mas cheguei tarde e ele já havia entrado para o studio. Esqueci-me da aula e fiquei ali, de prontidão, aguardando com ansiedade a sua saída. Ao sair, pude então ver de perto, em carne e osso, pela primeira vez, aquele cantador que tanto me fascinava. Fiquei emocionado, orgulhoso e, como que encantado, parei e não tive coragem de me aproximar ou falar com ele. Foi um dia marcante na minha vida e de uma alegria indescritível.  
Anos mais tarde, já em 1981, morando em Salvador-Ba, voltei ao Crato por ocasião da Exposição. Nessa época, escrevi o meu primeiro artigo, intitulado “Os Quarenta Anos do Rei”, publicado pela revista REGIÃO. E foi o seu diretor, Oswaldo Sousa, quem me apresentou a Luiz Gonzaga ao entregar-lhe um exemplar da revista, logo após o seu show, no parque de Exposição. Foi uma noite memorável. Finalmente eu tinha falado com o Rei do Baião. Daí em diante, os contatos foram se intensificando, passei a escrever com mais frequência e assim fomos nos tornando mais próximos. 
Noutra ocasião, em outubro de 1984, almocei com Luiz Gonzaga no Parque Asa Branca, em Exu, quando ele me concedeu uma entrevista que ainda hoje guardo com muito carinho. 
Em julho de 1986, durante a Exposição do Crato, encontrei-me novamente com Seu Luiz. Perguntou-me se sabia do show que faria logo mais à noite. Eu então lhe disse que iria ao show e que gostaria de lhe mostrar mais dois artigos publicados no jornal A Tarde, de Salvador. Cheguei mais cedo e fui recebido por ele no camarim, quando lhe entreguei os jornais. Agradeceu-me e convidou-me para assistir ao show no palco. Em meio ao show, Luiz Gonzaga fez um breve intervalo e, de público, agradeceu-me pelos artigos que escrevi e cantou para mim o xote Numa Sala de Reboco. Fiquei muito surpreso e vaidoso com essa homenagem de Seu Luiz que, para mim, foi muito significativa. 
A última vez que estive com Luiz Gonzaga foi em 1988, no aeroporto regional do Cariri, onde conversamos longamente enquanto aguardávamos o seu vôo. 
Além desses encontros mais prolongados, sempre fui recebido por Luiz Gonzaga por ocasião dos seus shows em Salvador, no período de 1981 a 1988. 
Pouco depois, voltei a falar com ele por telefone. Estava em Exu, prestes a viajar para Recife, em busca de cuidados médicos. Agradeceu-me por ter ligado e me incentivou para que continuasse a escrever. Percebi que já se sentia debilitado por causa da doença. Esse foi o último contato que tive com o Rei do Baião. 
Em 02 de agosto de 1989, logo cedo, recebi a notícia da sua morte. Uma tristeza muito grande logo tomou conta de mim. Lembrei-me da última vez que o encontrei e daquelas músicas que, ainda criança, ouvia junto com meu pai, que pouco antes dele, também partira desse mundo. Não pude conter a emoção e, junto com tantos outros nordestinos, também chorei. 
Sinto-me orgulhoso por ter conhecido de perto um dos maiores nomes da música popular brasileira e o expoente máximo da música nordestina. As gerações futuras certamente irão concordar comigo quando descobrirem a sua música. 
Como cearense e admirador da cultura nordestina, sinto-me na obrigação de também lutar em defesa da memória de Luiz Lua Gonzaga. Entendo também que a minha terra, o Ceará, tem esse débito para com Seu Luiz, uma vez que foi através do Ceará que Luiz Gonzaga começou a trilhar novos caminhos, desde que, em 1930, vendeu sua sanfona em Crato e com o dinheiro viajou de trem para Fortaleza, onde ingressou no 23º Batalhão de Caçadores, no qual serviu como o recruta 122, o corneteiro “bico de aço”. Além disso, ele divulgou o nome do Ceará em várias de suas músicas por todo esse Brasil. 
Apesar de sua ausência física, Luiz Gonzaga continua muito vivo e presente entre nós que somos adeptos da verdadeira e autêntica música nordestina. Isto porque Luiz Gonzaga é sinônimo de música, de poesia e cultura. Portanto, por mais que queiram, ele jamais será esquecido. 
Hoje, vivemos um período de adversidades, onde a legítima e autêntica música nordestina encontra-se marginalizada e desprezada, por conta de uma mídia irresponsável e inescrupulosa, totalmente descomprometida com as raízes culturais da nossa terra, aliada a uma indústria fonográfica sustentada por pessoas desaculturadas e desatentas ao bom gosto. 
Seria muito oportuno que as Secretarias de Cultura do Estado e do Município, promovessem eventos capazes de resgatar os artistas da terra e, junto com eles, o nosso mais puro e verdadeiro forró, lançado pelo mestre Luiz Gonzaga nos idos de 1945, com a parceria dos poetas Humberto Teixeira e Zé Dantas. 
 
 
 
Marcos Barreto de Melo 
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